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Centro de segurança pretende revolucionar serviços de emergência

Centro de segurança pretende revolucionar serviços de emergência

Angola
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O Centro Integrado de Segurança Pública (CISP) foi inaugurado ontem, em Luanda, pelo Presidente da República. O serviço visa unificar a prestação de serviços de emergência no país e facilitar o trabalho dos órgãos competentes. Mais de 700 câmaras de

filmar equipadas com tecnologia de reconhecimento facial já estão em funcionamento na província de Luanda.
O CISP foi concretizado com financiamento da linha de crédito da China. A tecnologia, que vai permitir a monitorização da cidade, em tempo real, durante 24 horas por dia, também foi contratada a empresas chinesas.
Para que o investimento obtenha os resultados necessários é fundamental concluir a unificação entre as diferentes estruturas de emergência - Polícia, Bombeiros, Protecção Civil, Serviços Prisionais, Viação e Trânsito, Serviço de Investigação Criminal, Migração e Estrangeiros - porque é necessário garantir uma eficiente troca de informações entre todos os intervenientes.
Esta é uma das dificuldades do Instituto Nacional de Emergência Médica de Angola (INEMA), porque, actualmente, há números diferentes de emergência para diferentes serviços. O CISP pretende também unificar esta questão com a utilização do número 111 para qualquer situação, seja acidente de viação, incêndio ou a denúncia de um crime. Os números de emergência ainda em vigor serão progressivamente desactivados.
O novo serviço vai, pela primeira vez, possibilitar a partilha de infra-estruturas entre os referidos serviços de ordem pública e promover a integração das diferentes bases de dados (sobre a população, sobre os portadores de bilhete de identidade, sobre entradas e saídas nas fronteiras, sobre viaturas e condutores, entre outras).
Neste momento, a informação crucial para o combate ao crime, acidentes e desastres naturais está dispersa por várias instituições, facto que dificulta as operações de emergência. Também a falta de documentos pessoais (registo de nascimento e bilhete de identidade) e de uma toponímia organizada, com casas e ruas bem identificadas, prejudica o trabalho das forças de segurança e protecção civil. A falta destes elementos vai, igualmente, dificultar as operações do CISP.
Para Eugénio Laborinho, ministro do Interior, "o elemento fundamental" para o sucesso do CISP "são os recursos humanos". />Os números de emergência que estão neste momento em funcionamento são poucos usados pela população, que desconfia da sua fiabilidade. São inúmeros os casos de chamadas de emergência que sequer são atendidas.
O cardiologista Mário Fernandes, director-geral do INEMA, explicou ao Jornal de Angola, durante a inauguração do CISP, que a falta de atendimento resulta de dois motivos principais. Por um lado, "a dispersão de números de emergência causa muita confusão", ao mesmo tempo que as equipas de apoio "encontram muitas dificuldades para entrar em determinadas zonas da cidade de Luanda".
"Temos enormes preocupações de segurança em relação às equipas do INEMA. Há zonas da cidade, sobretudo no período nocturno, onde só podemos trabalhar com o apoio da Polícia Nacional. Uma das mais-valias do CISP é mesmo esta: a partir de agora, após o alerta feito pelo 111, o CISP poderá determinar imediatamente quais são os elementos necessários para intervir, sem esperar pelo contacto do INEMA", explicou Mário Fernandes.
O médico disse que, neste momento, o INEMA precisa de avisar a Polícia Nacional antes de intervir em determinadas zonas, processo que acaba por atrasar o atendimento aos cidadãos. Sobre os meios disponíveis para o INEMA actuar, o director-geral da instituição reconhece que "é necessário investir" para que a cobertura seja efectivamente nacional. Neste momento, os principais meios de trabalho estão concentrados nas sedes de província, o que deixa os municípios entregues à sua sorte.
O projecto prevê ainda uma estrutura similar em Benguela, que também já está em funcionamento. Cabinda, Cuanza-Sul, Huambo e Huíla terão centros provinciais de segurança, enquanto as restantes doze províncias vão receber centros mais pequenos.
Caso o Executivo disponibilize as verbas necessárias, o Ministério do Interior (MININT) prevê que a instalação dos centros de segurança em todo o país estará concluída em 2021. Não foi divulgado o valor total do investimento no CISP.

 

Fonte:da Redação e com angonoticias
Reeditado para:Noticias do Stop 2020
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Fotografias:Getty Images/Reuters/EFE/AFP/Estadão

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