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Plantar é arma contra a fome e as alterações climáticas em Cabo Verde

Ciência
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O projecto "Cidade Verde" começou na Praia, na ilha de Santiago, mas já chegou a outros concelhos e às ilhas de São Vicente e Santo Antão. Trata-se de um projecto de plantação de árvores de fruto para combater as alterações climáticas, a desertificação, a fome e a pobreza. A iniciativa é de Emileno Ortet que também começou a criar hortas nas escolas.

“Vim de uma família de agricultores e também sou agricultor. As alterações climáticas estão a afectar muito o planeta, principalmente os agricultores (…) Daí surgiu-me a ideia de contribuir também”, começa por contar Emileno Ortet, agricultor e também agente da Polícia Nacional de Cabo Verde, que decidiu abraçar “a causa da luta contra as alterações climáticas”.

O projecto Cidade Verde consiste em plantar árvores de fruto porque, para além de ajudar no combate às alterações climáticas, também ajuda na “luta contra a desertificação, a fome e a pobreza porque cada família irá cuidar da sua árvore e o fruto pode ser um meio de troca ou de subsistência para essa família”, explica.

Emileno Ortet começou o projecto na Praia, na ilha de Santiago, em finais de 2018, e já o levou para outros concelhos e também para as ilhas de São Vicente e de Santo Antão. Entretanto, foram plantados 5.000 pés de árvores, nomeadamente papaeiras, goiabeiras, coqueiros, pitangueiras, abacateiros, mangueiras e maracujazeiros.

Tudo começa com a recolha de sementes nas escolas ou junto de famílias, por exemplo. Depois, Emileno manda as sementes para o seu viveiro, onde produz as mudas frutíferas. Quando elas atingem entre nove meses a um ano, e graças ao patrocínio de empresas, as árvores são doadas às comunidades em reuniões onde se explica “a importância das árvores e como cuidar”.


“O nosso objectivo de fazer palestras é para que as pessoas sintam a responsabilidade de ter árvores porque o projecto só doa as árvores. O projecto não vai regar as plantas, nem dar a água. Cada família é responsável pela sua árvore. Podemos apanhar a água da louça e outros tipos de água, colocar num filtro que desenvolvemos e depois colocar nas árvores”, conta.

O projecto começou, também, a envolver os turistas que visitam Cabo Verde, graças a uma parceria com uma empresa que se ocupa do turismo rural e sustentável, turismo de montanha e turismo comunitário. “Todos os meses eles têm clientes, principalmente alemães, que vêm para Cabo Verde e fazemos a plantação, nomeadamente 50 árvores por mês. A ideia é fazer a plantação de 600 árvores só com esta campanha”, acrescenta.

Emileno Ortet já tinha contado com o apoio do ‘Accelerator Lab’ do PNUD Cabo Verde para um outro projecto, “Agroecologia AgroFloresta Rui Vaz”, que foi o segundo classificado na maior competição nacional de empreendedorismo, o StartUp Challenge, no quadro do Programa Jovemprego. A iniciativa consiste em fazer “produção orgânica” para o consumo interno de Cabo Verde.

Outro projecto em curso chama-se “horta na escola” e pretende “instalar hortas em todas as escolas primárias de Cabo Verde” para ensinar aos alunos a cuidar das árvores e dos legumes e “encontrar mais soldados para essa luta contra as alterações climáticas”.

Oiça a entrevista nesta edição do programa Ciência.

 

 

Fonte:da Redação e da RFI
Reeditado para:Noticias do Stop 2023
Outras fontes • AFP, AP, TASS, EBS
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